O Brasil está tentando atrair mais companhias aéreas de baixo custo como o JetSMART. Foto: Sky CoreSCL via Wikimedia Commons
O Brasil está tentando atrair mais companhias aéreas de baixo custo como o JetSMART. Foto: Sky CoreSCL via Wikimedia Commons

Brasil tenta atrair mais transportadoras de baixo custo

O espaço aéreo do Brasil está à procura de mais concorrência. No início desta semana, o ministro da Infraestrutura do Brasil disse que o país estava se abrindo e procurando atrair companhias aéreas de baixo custo.

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Um ponto de virada na aviação brasileira

O Fórum de Líderes de Linhas Aéreas da ALTA prova ter sido um grande ponto de virada para o setor de aviação brasileiro. Várias mudanças foram anunciadas no evento que aconteceu em 28 de outubro de 2019 no Brasil. Eles incluem a eliminação de uma taxa de vôo internacional, além de investir mais no setor de aviação regional e garantir mais passageiros voando no Brasil.

A razão por trás de tudo isso? Promoção do turismo.

O governo brasileiro agora procura atrair mais companhias aéreas para o Brasil e, em particular, está se concentrando no mercado de baixo custo. Isso é feito ao tentar incentivar as companhias aéreas domésticas e internacionais. Mas como?

O mercado internacional

Vamos começar com essa taxa de voo internacional. Na década de 1990, o Brasil introduziu a taxa de US $ 18 para tarifas internacionais. A taxa foi usada como um gerador de receita. Mas agora está atrapalhando o mercado de baixo custo, uma vez que retira uma parcela considerável dos lucros de uma companhia aérea. Pode ser a razão pela qual as companhias aéreas não estavam tão ansiosas para investir no Brasil.

Falando na segunda-feira , o ministro da Infraestrutura, Tarciso Freitas, disse:

“Não faz sentido criar condições para as empresas venderem ingressos de US $ 50 se tivermos essa taxa”.

Esse é o plano de jogo do Brasil agora: criar melhores condições para as novas companhias aéreas. A taxa já foi descartada. Isso significa que vôos não domésticos para o país terão custos operacionais mais baratos do que vimos anteriormente. É uma vitória para a Virgin Atlantic que começará a operar voos para São Paulo em 2020. Mas custos operacionais mais baratos também podem ser um fator que leva companhias aéreas como a TAP na linha de chegada em termos de criação de rotas para o Brasil.

A Virgin Atlantic está investindo no Brasil com voos no próximo ano. Foto: João Carlos Medau via Wikimedia Commons
A Virgin Atlantic está investindo no Brasil com voos no próximo ano. Foto: João Carlos Medau via Wikimedia Commons

Incentivar viagens inter-brasileiras

O Brasil já possui companhias aéreas internacionais de baixo custo operando no país, como a Norweigan Air e o JetSMART da América do Sul. Mas também está olhando para as companhias aéreas domésticas.

Segundo a Reuters, o Brasil está fazendo mudanças para permitir que investidores estrangeiros montem companhias aéreas domésticas. Ao contrário das companhias aéreas internacionais que não estão sujeitas a impostos sobre combustíveis, as companhias aéreas domésticas estão. É uma das razões pelas quais as companhias aéreas domésticas no Brasil não são tão lucrativas.

Mas isso também deve mudar. O Brasil agora está incentivando muitos de seus estados a mudar. Ele quer impostos mais baixos sobre combustíveis para criar um mercado mais atraente. No entanto, não vai se livrar completamente deles.

Isso deve reduzir a folga para algumas companhias aéreas, mas será suficiente para incentivar companhias aéreas de baixo custo a investir na região?

 

Superlotação nas grandes cidades do Brasil

No entanto, apesar de todas essas mudanças, há um grande problema que o governo brasileiro ainda precisa resolver. Se isso é possível. Esse problema são os slots em uma de suas principais cidades.

A Reuters relata que não há pontos de pouso gratuitos disponíveis no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Existem três companhias aéreas domésticas no Brasil que dominam todos os slots no aeroporto. Estes incluem MAP e Passaredo. Isso significa que as novas companhias aéreas que desejam se estabelecer no Brasil precisarão ir para outro lugar.

Passaredo é uma das companhias aéreas que ocupam espaço como Aeroporto de Congonhas. Foto: contraexemplo via Wikimedia Commons
Passaredo é uma das companhias aéreas que ocupam espaço como Aeroporto de Congonhas. Foto: contraexemplo via Wikimedia Commons

 

Mas talvez as recentes mudanças anunciadas por Freitas nesta semana sejam suficientes para manter as companhias aéreas interessadas, mesmo que a base de aeroportos escolhida não esteja disponível.

Segundo a AIN Online, Tarciso Freitas disse que o governo estaria investindo pesadamente em infraestrutura aeroportuária. Também estabeleceu uma meta para aumentar o número de cidades que voam para o país e o número de passageiros transportados.

Você acha que a oferta do Brasil é atraente o suficiente para companhias aéreas de baixo custo?

Fonte: simpleflying.com

Veja também: 15 dicas sobre o que fazer antes de viajar.

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